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Crise no Haiti


O sismo violento que afectou o Haiti no dia 12 de Janeiro , deixou o país mergulhado numa verdadeira crise humanitária.
As estimativas mais recentes da Cruz Vermelha apontam para cerca de 45 a 50 mil mortos, e pelo menos 2 mil pessoas já registaram o nome de familiares desaparecidos nos serviços do Comité da Cruz Vermelha. Ao todo, cerca de 3 milhões de pessoas terão sido afectadas, de alguma forma, pelo terramoto, o que corresponde a praticamente 1/3 da população total do Haiti.

As catástrofes naturais estão entre as causas mais comuns das crises humanitárias. O seu impacto violento, num período de tempo muito curto, dá origem a situações de emergência, que afectam as populações de forma massiva e imediata. O site Reliefweb (um portal das Nações Unidas dedicados a emergências e crises humanitárias), no ano de 2009, reportou 124 emergências provocadas por desastres naturais, contra 28 emergências complexas, provocadas pelo homem.

No Haiti a situação é ainda mais complexa: ainda a recuperar das violentas tempestades que atingiram o país em 2008, da complicada situação politica que só agora começa a estabilizar, e com índices de pobreza altos.

O Haiti vê-se agora a braços com uma situação verdadeiramente caótica: alem das perdas humanas que se registaram, as infraestruturas de transporte, energia, saúde, etc, foram também afectadas, neutralizando a capacidade de resposta dos serviços governamentais.
Em situações deste tipo, como no caso do tsunami que afectou o sudoeste asiático em 2004, a intervenção internacional é fundamental.
Sem a ajuda de outros países (ajuda bilateral) ou de organizações internacionais como as Nações Unidas (ajuda multilateral), os países afectados são incapazes de responder às necessidades mais básicas da população.
Sobretudo porque, além dos impactos directos do desastre, outros problemas graves se colocam, como o acesso a água potável ou a propagação de doenças como a cólera.

Salvar as vítimas que ainda estão presas entre os escombros é a principal prioridade, mas é necessário também garantir que aqueles que sobreviveram ao desastre têm acesso a água potável, a abrigo e a alimentos. Reconstruir a capacidade do país  funcionar é fundamental.


Emergências no Haiti

O Haiti tem sido afectado por várias situações de emergência na última década.

Em 2008, num espaço de semanas, a cidade de Gonaives, foi atingida por 4 furacões, que provocaram a morte de quase mil pessoas e deixaram sem abrigo perto de 1 milhão. A violência das tempestades foi agravada pela séria desflorestação do pais, cujas florestas têm sido consumidas pelo comercio madeireiro e pelo consumo local de carvão vegetal (principal fonte de combustível)

Em 2004 outra tempestade tropical atingiu a região noroeste do país, provocando cerca de 3 mil mortes.

Alem dos desastres naturais a que a região é propensa, o pais tem vivido, desde o final da década de 80, um clima de instabilidade política marcado por sucessivos golpes de estado e pela tomada do poder por parte de militares. Em 2004 o ambiente de tensão política agravou-se quando o Presidente Aristide foi forçado a abandonar o poder; as Nações Unidas, por resolução do Conselho de Segurança, instituíram uma Missão de Paz com 9 mil efectivos militares e um contigente civil. Alem da manutenção da paz, um dos objectivos da missão tem sido o de reconstruir infraestruturas vitais ao funcionamento

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